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PF pediu busca contra ACM Neto na Overclean, mas Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, negou medida
PF pediu busca contra ACM Neto na Overclean, mas Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, negou medida
Por Redação
17/09/2026 às 08:30

A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para cumprir mandado de busca e apreensão contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, no âmbito da Operação Overclean. O pedido, porém, foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques, relator do caso no STF, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (17) pelo UOL. Nunes Marques foi indicado para o Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, agora preso.
De acordo com a reportagem, ACM Neto é investigado sob suspeita de ter participado da indicação de Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte. A hipótese apurada pela PF é que a nomeação serviria para favorecer empresários em licitações públicas, com posterior pagamento de propina.
Barral já havia comandado a Secretaria Municipal de Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto. Em abril de 2025, quando ocupava a mesma pasta em Belo Horizonte, foi afastado por decisão do STF durante a terceira fase da Overclean. Na ocasião, a investigação apontou que a indicação dele para o cargo teria sido articulada pelo empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, para atender ao direcionamento de contratos ao grupo de empresários investigado.
A informação contrasta com uma declaração feita por ACM Neto apenas dois dias antes. Em entrevista à TV Bahia, na terça-feira (15), ele afirmou que não era investigado na Overclean e declarou que “não há qualquer tipo de investigação contra mim”. A reportagem publicada agora pelo UOL afirma que a PF investiga o candidato e chegou a pedir uma busca e apreensão contra ele.
A décima fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta quinta-feira para apurar suspeitas de direcionamento de contratos da área de educação em Belo Horizonte. A PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Pelo menos três contratos firmados entre 2024 e 2025 somam mais de R$ 80 milhões.
Entre os alvos estão Marcos Moura, os empresários Fábio e Alex Parente e o ex-secretário Bruno Barral. Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Overclean foi aberta para investigar suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos. Em fases anteriores, a PF estimou que a organização investigada movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Segundo a reportagem, ACM Neto continua sob investigação.
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